O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, perdendo somente para a água.
Descubra a história do café, da Etiópia até as fazendas brasileiras e entenda como o Brasil se tornou o maior produtor mundial da bebida. Vem com a gente!



História do café no Brasil 

O café faz parte do desenvolvimento econômico e histórico do Brasil, entenda um pouco da história do café. 

  • 850 d.C | Primeiros registros da cultura na Etiópia
  • 1.727 | As primeiras mudas chegaram no Brasil, na cidade de Belém-PA, vindas da Guiana Francesa, mas as plantações não se desenvolveram na época na região por questões de clima, mas logo se desenvolveu no Sudeste do país.
  • 1.800 | Rio de Janeiro e São Paulo se destacaram no cenário cafeeiro com os barões do café, chegando a 80% do mercado interno no contexto da produção nacional.
  • 1.880 | O Brasil tornou-se o maior produtor mundial de café.
  • 1.880-1.930 Foi o período conhecido como “Ciclo do Café”, consolidando a produção cafeeira como a principal atividade econômica do país.
  • 1.930 | O ano de 1930 marca o fim do ciclo do café em razão da crise americana de 29. Entre 1929 e 1930, a cotação da saca no mercado internacional chegou a cair quase 90%.
  • 1.975 | A geada negra dizimou todas as plantações do Paraná e provocou o êxodo rural de quase 2,6 milhões de pessoas.
  • 2.025 | O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Os estados líderes na produção de café são Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Rondônia.

 

Agora que você já conhece um pouco da história, do passado ao presente, entenda como o café chega até sua casa. 

 

A produção moderna: do grão à xícara

O café percorre uma longa e detalhada jornada de 2 a 3 anos até chegar à sua xícara. Cada etapa desse processo, do cultivo à torra, influencia diretamente o sabor, o aroma e a qualidade final da bebida. 

Plantio: onde tudo começa
As regiões de clima tropical e altitude elevada são as condições ideais para o desenvolvimento dos grãos de qualidade. O solo precisa ser fértil, bem drenado e rico em matéria orgânica. As mudas são plantadas no último trimestre do ano, período de chuvas, e podem levar de 2 a 3 anos para começar a produzir frutos. Durante esse tempo, os produtores monitoram o crescimento das plantas, controlam pragas e doenças e cuidam da nutrição do solo, um verdadeiro trabalho artesanal da natureza e do ser humano.

Colheita: o ponto certo do sabor da bebida

A colheita é um dos momentos mais delicados da produção. Ela acontece quando os frutos (conhecidos como cerejas do café) atingem a coloração vermelho-vivo, indicando o ponto ideal de maturação.

Existem dois métodos principais:

  • Manual, em que os grãos são colhidos um a um, garantindo maior qualidade.

  • Mecânica, usada em grandes plantações, com máquinas que fazem o desprendimento dos frutos maduros.


A seleção cuidadosa é essencial! Grãos imaturos ou fermentados podem comprometer o sabor da bebida.

 

Secagem e beneficiamento: preservando o potencial do grão
Depois de colhido, o café passa pela etapa de secagem, que pode ser feita em terreiros de concreto, estufas ou secadores mecânicos. O objetivo é reduzir a umidade dos frutos até atingir o ponto ideal (cerca de 11% a 12%), evitando mofo e preservando os açúcares naturais do grão.
Em seguida, o café passa pelo beneficiamento, onde as cascas são removidas e os grãos são separados por tamanho, peso e densidade. Só então nascem os famosos grãos verdes, prontos para o momento mais esperado: a torra.

Torra: toque final no sabor
A torra é o coração da produção moderna. É nela que o café revela sua identidade. Dependendo do tempo e da temperatura, os grãos liberam óleos, açúcares e aromas que definem o perfil sensorial da bebida.

  • Torra clara: ressalta a acidez e notas frutadas.

  • Torra média: equilíbrio entre corpo e doçura.

  • Torra escura: sabor intenso e amargor mais pronunciado.

    Cada torrefação busca traduzir a essência de sua origem, um trabalho que mistura ciência, técnica e paixão.

Arábica x Robusta: dois mundos do café

No universo do café, duas espécies dominam o cenário: Coffea arabica e Coffea canephora (ou robusta).

  • Arábica: cultivada em regiões de maior altitude, possui sabor mais suave, acidez equilibrada e notas complexas (florais, frutadas e achocolatadas). É a favorita nos cafés especiais.

  • Robusta: cresce em altitudes mais baixas e é mais resistente. Seu sabor é mais encorpado, amargo e com maior teor de cafeína, muito usado em blends e cafés solúveis.



Como o Brasil se mantém como maior produtor mundial em 2025?

Hoje o Brasil é o maior produtor e exportador de café, posição que se sustenta graças à combinação de tradição, tecnologia e inovação no campo.

 

  • Tradição que evolui: os produtores que cultivam café há anos unem o saber ancestral à pesquisa agronômica, criando um sistema produtivo cada vez mais eficiente e sustentável.

  • Tecnologia a favor do sabor: os estados que são maiores produtores (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Rondônia) se destacam pelo uso de máquinas de colheita de precisão, sensores de umidade, drones e softwares de monitoramento climático que permite prever safras, reduzir desperdícios e preservar a qualidade dos grãos.

  • Qualidade da bebida: a diversidade climática das regiões produtoras, fez o país se destacar também no mercado de cafés especiais, consolidando sua reputação não só pela quantidade, mas pela excelência e rastreabilidade.


Com inovação, sustentabilidade e paixão pelo grão, o Brasil mantém-se como o maior produtor mundial e nós, da Cafézices, seguimos celebrando cada etapa dessa história.

 



Que o café seja sempre mais do que uma bebida: um estilo de vida.